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Não Existem Barreiras Para Amar


Essa história se passa vinte e três anos após o nascimento de Renesmee.

Uma garota, devastada pela perda de seus pais, sendo obrigada a mudar completamente sua vida, indo de encontro ao desconhecido. O que será que a vida reserva a Jully Black Smiters, o que ela vai encontrar ao ir morar com sua tia, em uma pequena, fria e chuvosa reserva indígena?


Segredos serão revelados, sua verdadeira natureza surgirá. Será ela capaz de lidar com tudo isso, a descoberta de algo que jamais imaginou existir, e se com tudo isso, viesse um grande a avassalador amor, capaz de mover montanhas, céus e mar.
Seria ela capaz de amar alguém que não se ama? Alguém que se acha um monstro estaria ela disposta a lutar por isso? E se uma guerra viesse, estaria disposta a tudo por seu amor?
Leia e descubra você não vai se arrepender!!!



Classificação: +13
      Gêneros: Universo Alternativo
             Avisos: Heterossexualidade
          Por : Vivi Costa . 




InIndIndice 
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Não Existem Barreias Para Amar


Olá minhas queridas leitoras, gostaria de imforma-las que resolvi postar a segunda temporada em uma nova fic. 
Ainda não escrevi a segunda temporada, estou meio que tirando umas férias, para descançar a cabeça já que o trabalho ta bem intenso, mas pretendo fazer isso logo, pretendo começar a postar em fevereiro, espero sinceramente poder continuar contando com vocês que dedicam seu tempo a ler minhas fics.
Obrigada a todas pelo carinho, mesmo de coração!!
Espero conseguir fazer uma história a altura de vocês, pois merecem o melhor!!!!
Bjs, Viviane Costa :)
Nata de JESSY: Aqui no Blog - Não existem Barreiras para amar - Ganhará Um novo marcador . "Não Existem Barreiras Para Amar 2T" . Não Vai ter mais Post Não antigo macador . Beijos

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Não Existem Barreiras Para Amar



Ele ficou me encarando por alguns segundos, olhando diretamente me meus olhos, então disse:
__Eles podem nos ouvir, você sabe.
__Sim, mas eu não me importo.
__Achei que tinha dito que era muito cedo e que queria mais privacidade.
Eu fui me aproximando do Box, sem me importar com nada, e fui tirando minha roupa enquanto caminhava, seus olhos foram percorrendo meu corpo e vi desejo estampado neles, falei:
__Eu quase morri Benjamim, eu quase perdi você, eles vão entender isso, e depois, era só questão de tempo, você sabe.
Entrei no Box e vi o quanto ele estava feliz com minha atitude, ele sorriu e me olhou atentamente, como que guardando cada detalhe de meu corpo. Ouvi quando os Cullens saíram da casa, provavelmente para nos dar privacidade, então peguei o sabonete líquido e coloquei na mão, logo espalmei em seu peito e disse:
__Então, por onde eu começo?

ooOOoo

Já eram três horas da tarde, eu ouvia toda movimentação das pessoas dentro e fora da casa, mas não tinha a menor vontade de levantar, eu estava comodamente deitada sobre o peito de Benjamim, que dormia tranquilamente, sem se dar conta que já dormia a seis horas consecutivas e parecia que ia dormir por muito mais tempo. Logo as imagens de nossa noite de amor vieram em minha mente, tentei afastá-las e pedi desculpas mentalmente a Edward, mas era inevitável, meu corpo tinha tido muito de Benjamim naquela noite, mas eu ainda queria mais, porém precisava ir devagar, ele estava debilitado, pelo que me aconteceu ele ficou tempos sem se alimentar e estava muito mais magro, eu analisei seu rosto, as olheiras o denunciavam, então eu me dei conta que pelo menos por enquanto, eu tinha que pegar leve.
Meu estômago roncou alto e eu ri sozinha, levantei, mesmo a contra gosto e fui pro banho, eu precisava disso, pois estava suada e com cheiro de Benjamim impregnado em minha pele. Ouvi seus batimentos mudarem e logo ele estava em pé, na porta do banheiro, me olhando, sorrindo lindamente, perguntou:
__Quer ajuda aí?
Eu sorri e aceitei, quando me dei conta, estávamos nos amando novamente, tentando inutilmente não fazer muito barulho, mas eu sabia que a maioria das pessoas que estavam na casa nos ouviam e nós seríamos motivos de chacota por causa disso.
ooOOoo

Emmett não cansava de pegar no meu pé, me deixando irritada e vermelha a cada cinco segundos, ele imitava minha voz e repedia algumas coisas que eu sem querer falei quando estava com Benjamin, além de ficar pegando no pé dele que já era homenzinho e talz.
Edward era mais discreto e mesmo eu sabendo que ele sabia de cada detalhe do que nos aconteceu eu o agradeci, pois ele era super tranqüilo e além de não dizer nada a respeito ainda me salvou de Emmett várias vezes. À noite fomos caçar, Bem também precisava, ser hibrido implicava em ter que caçar quase que diariamente, pois nosso metabolismo é diferente, então ele pegou uma mochila e colocou algumas coisas dentro, disse pra meus tios que íamos acampar e voltaríamos no outro dia, para a festa de Alice. Então fomos.
Corremos muitos quilômetros e entramos em uma caverna, o lugar era conhecido de Bem, ele colocou uma manta grossa no chão algumas coisas que tinha trazido como água e comida. Caçamos e depois voltamos para caverna, onde tivemos uma noite incrível juntos...
Acordei com a luz fraca do sol, olhei no celular e eram dez e meia da manhã, Bem já estava acordado, mas não tinha se quer se mexido, me espreguicei e falei com a voz rouca pelo sono:
__Bom dia, meu amor!
__Bom dia minha linda! Dormiu bem?
__Dormi, maravilhosamente bem!
Ele me olhou tão feliz que nem me importei se estava com mau hálito matinal e o beijei apaixonadamente, mas meu estômago traidor roncou e fez Benjamin sorrir, me fazendo levantar e comer o lanche maravilhoso que ele tinha trazido. Bolos, sucos e sanduíches, com certeza tia Raquel tinha ajudado nisso.
Depois de devidamente alimentados prestei atenção na caverna e ouvi o barulho da água ao fundo, tinha vapor saindo e então Benjamim me disse:
__A água é térmica, achei que você fosse gostar, quer nadar um pouco?
Sorri com aquilo, nadar com ele seria uma ótima escolha, Eu me senti tão feliz por estar com ele que parecia que estava nas nuvens, então, sem nem me importar por estar completamente nua, entrei na fonte, e é claro fui seguida por ele, mais uma vez, nos perdemos no corpo um do outro e quando nos demos conta, estava anoitecendo.
Pegamos nossas coisas rapidamente e voltamos para casa, Alice estava com os braços cruzados, visivelmente irritada conosco, sua expressão não era nada boa e pela primeira vez tive medo de um vampiro. Ela falou:
__Achei que tinham se perdido! Andem logo estão atrasados, suas roupas estão em cima da cama e pelo amor de deus, tomem um banho, vocês exalam sexo!
Ela saiu rapidamente voltando para festa, onde muitos já estavam arrumados e até dançando, entramos no quarto pela janela, para não passar pelos convidados e fomos pro banho, como ela tinha falado, achei melhor tomar banho primeiro, pois demoraria mais com o cabelo e a maquiagem, loque sai Benjamim entrou e quando ele saiu eu já estava pronta. Com um vestido branco, um escarpin da mesma cor, uma maquiagem leve e os cabelos presos em uma trança de lado, eu me sentia bem e extremamente fez. Benjamim estava com uma calça jeans escura e uma camisa branca de botões, o cabelo enteado estrategicamente, sapatos pretos e exalando felicidade.
Ele estendeu o braço pra mim e disse:
__Pronta Senhora Black?
__Sim senhor Black, vamos, nossa família nos aguarda!
Não como ainda me surpreendo com Alice, a festa estava simplesmente incrível, tudo extremamente organizado, e devidamente arrumado, uma decoração natalina cobria toda a sala, se eu não soubesse que o Natal já tinha passado, podia jurar que hoje realmente era Natal, e pra nós, era.
Jéssica correu ao meu encontro, juntamente com minhas primas, elas estavam lindas, seus vestidos longos e brilhosos, saltos altos, cabelos bem ajeitados, maquiagem leve, com certeza Alice vestiu a maioria dos convidados, Josh não cansava de tirar fotos e filmar o tempo todo. Foi tão bom ver minha tia Raquel sorrido, e ainda melhor quando vi ela e meu tio dançando tranquilamente, eles simplesmente eram um casal lindo.
Bem e eu falamos com todos os convidados, e confesso que me assustei com o cheiro de alguns deles, pois infelizmente algumas pessoas exalam um cheiro tão bom, que você tem que literalmente se segurar para não pular em cima e sugar todo o sangue, mas graças a ajuda de Bem, me saí muito bem.
A meia noite teve a contagem regressiva e brindamos, cumprimentamos as pessoas e trocamos os presentes, e foram muitos. Alice caprichou e cada um ganhou pelo menos dois presentes. Simplesmente amei o meu, um carro novinho, vermelho, uma BMW, eu adorei!! Minha tia Raquel me deu uma foto que ela mandou fazer de minha mãe, quando estava grávida de mim, me emocionei, chorei mesmo, mas de felicidade, apesar da dor da perda e da saudade, minha mãe sempre estaria comigo, bem guardada em meu coração.
Já eram altas horas da madrugada quando os Cullens foram caçar para comemorar o Natal, os humanos e lobos ficaram na casa, Benjamim e eu fomos saímos em meu carro, ele me levou até um parque a alguns quilômetros de casa, sentamos a beira do lago e ficamos admirando as estrelas, um silêncio gostoso, cada um preso em seus pensamentos, então falei:
__O que vai ser agora?
__Como assim?
__Bem, eu perdi um mês de aula, acha que dá pra recuperar?
__Claro que sim, mas, você quer?
__Eu tenho escolhas?
__Sim, meu avô nos convidou para morar com eles por um tempo, pra ajudar você a se controlar e ver como seu organismo funciona, ele acha que ter você perto de Carlisle pode ser mais seguro, pois qualquer coisa ele te ajuda. E acredito que você iria achar legal morar com eles.
Eu sorri, perdida em minhas lembranças, ele notou e disse:
__Que foi? O que é tão engraçado?
__A vida. Eu nasci humana, fui criada por humanos, depois virei loba, e fiquei em uma família de lobos e agora tenho parte de mim vampira e vou morar com uma família de vampiros, é tanta coisa, as vezes acho que vou pirar, mas daí, quando vejo você ao meu lado eu sei que estou exatamente onde deveria estar. Eu te amo tanto!!!
__Eu também te amo Juh, então você aceita morar com os Cullens?
__Sim, vou onde você for.
__Ótimo, vamos voltar e dar a noticia, Alice vai ficar radiante e meu avô também.
__É, mas sua mãe vai ficar triste e seu pai...
__Não se preocupe, eles vão entender, alguns nem tanto, mas eles vão entender. Vamos?
__Sim!
Então nos fomos dar a noticia a todos, e eu fui me preparando para mais essa mudança em minha vida, não sei dizer ao certo o que me espera, mas uma coisa eu tinha certeza, se estivesse com Benjamim, eu estaria bem!!

Fim da primeira fase.
Ele ficou me encarando por alguns segundos, olhando diretamente me meus olhos, então disse:
__Eles podem nos ouvir, você sabe.
__Sim, mas eu não me importo.
__Achei que tinha dito que era muito cedo e que queria mais privacidade.
Eu fui me aproximando do Box, sem me importar com nada, e fui tirando minha roupa enquanto caminhava, seus olhos foram percorrendo meu corpo e vi desejo estampado neles, falei:
__Eu quase morri Benjamim, eu quase perdi você, eles vão entender isso, e depois, era só questão de tempo, você sabe.
Entrei no Box e vi o quanto ele estava feliz com minha atitude, ele sorriu e me olhou atentamente, como que guardando cada detalhe de meu corpo. Ouvi quando os Cullens saíram da casa, provavelmente para nos dar privacidade, então peguei o sabonete líquido e coloquei na mão, logo espalmei em seu peito e disse:
__Então, por onde eu começo?

ooOOoo

Já eram três horas da tarde, eu ouvia toda movimentação das pessoas dentro e fora da casa, mas não tinha a menor vontade de levantar, eu estava comodamente deitada sobre o peito de Benjamim, que dormia tranquilamente, sem se dar conta que já dormia a seis horas consecutivas e parecia que ia dormir por muito mais tempo. Logo as imagens de nossa noite de amor vieram em minha mente, tentei afastá-las e pedi desculpas mentalmente a Edward, mas era inevitável, meu corpo tinha tido muito de Benjamim naquela noite, mas eu ainda queria mais, porém precisava ir devagar, ele estava debilitado, pelo que me aconteceu ele ficou tempos sem se alimentar e estava muito mais magro, eu analisei seu rosto, as olheiras o denunciavam, então eu me dei conta que pelo menos por enquanto, eu tinha que pegar leve.
Meu estômago roncou alto e eu ri sozinha, levantei, mesmo a contra gosto e fui pro banho, eu precisava disso, pois estava suada e com cheiro de Benjamim impregnado em minha pele. Ouvi seus batimentos mudarem e logo ele estava em pé, na porta do banheiro, me olhando, sorrindo lindamente, perguntou:
-Quer ajuda aí?
Eu sorri e aceitei, quando me dei conta, estávamos nos amando novamente, tentando inutilmente não fazer muito barulho, mas eu sabia que a maioria das pessoas que estavam na casa nos ouviam e nós seríamos motivos de chacota por causa disso.
ooOOoo

Emmett não cansava de pegar no meu pé, me deixando irritada e vermelha a cada cinco segundos, ele imitava minha voz e repedia algumas coisas que eu sem querer falei quando estava com Benjamin, além de ficar pegando no pé dele que já era homenzinho e talz.
Edward era mais discreto e mesmo eu sabendo que ele sabia de cada detalhe do que nos aconteceu eu o agradeci, pois ele era super tranqüilo e além de não dizer nada a respeito ainda me salvou de Emmett várias vezes. À noite fomos caçar, Bem também precisava, ser hibrido implicava em ter que caçar quase que diariamente, pois nosso metabolismo é diferente, então ele pegou uma mochila e colocou algumas coisas dentro, disse pra meus tios que íamos acampar e voltaríamos no outro dia, para a festa de Alice. Então fomos.
Corremos muitos quilômetros e entramos em uma caverna, o lugar era conhecido de Bem, ele colocou uma manta grossa no chão algumas coisas que tinha trazido como água e comida. Caçamos e depois voltamos para caverna, onde tivemos uma noite incrível juntos...
Acordei com a luz fraca do sol, olhei no celular e eram dez e meia da manhã, Bem já estava acordado, mas não tinha se quer se mexido, me espreguicei e falei com a voz rouca pelo sono:
__Bom dia, meu amor!
__Bom dia minha linda! Dormiu bem?
__Dormi, maravilhosamente bem!
Ele me olhou tão feliz que nem me importei se estava com mau hálito matinal e o beijei apaixonadamente, mas meu estômago traidor roncou e fez Benjamin sorrir, me fazendo levantar e comer o lanche maravilhoso que ele tinha trazido. Bolos, sucos e sanduíches, com certeza tia Raquel tinha ajudado nisso.
Depois de devidamente alimentados prestei atenção na caverna e ouvi o barulho da água ao fundo, tinha vapor saindo e então Benjamim me disse:
__A água é térmica, achei que você fosse gostar, quer nadar um pouco?
Sorri com aquilo, nadar com ele seria uma ótima escolha, Eu me senti tão feliz por estar com ele que parecia que estava nas nuvens, então, sem nem me importar por estar completamente nua, entrei na fonte, e é claro fui seguida por ele, mais uma vez, nos perdemos no corpo um do outro e quando nos demos conta, estava anoitecendo.
Pegamos nossas coisas rapidamente e voltamos para casa, Alice estava com os braços cruzados, visivelmente irritada conosco, sua expressão não era nada boa e pela primeira vez tive medo de um vampiro. Ela falou:
__Achei que tinham se perdido! Andem logo estão atrasados, suas roupas estão em cima da cama e pelo amor de deus, tomem um banho, vocês exalam sexo!
Ela saiu rapidamente voltando para festa, onde muitos já estavam arrumados e até dançando, entramos no quarto pela janela, para não passar pelos convidados e fomos pro banho, como ela tinha falado, achei melhor tomar banho primeiro, pois demoraria mais com o cabelo e a maquiagem, loque sai Benjamim entrou e quando ele saiu eu já estava pronta. Com um vestido branco, um escarpin da mesma cor, uma maquiagem leve e os cabelos presos em uma trança de lado, eu me sentia bem e extremamente fez. Benjamim estava com uma calça jeans escura e uma camisa branca de botões, o cabelo enteado estrategicamente, sapatos pretos e exalando felicidade.
Ele estendeu o braço pra mim e disse:
__Pronta Senhora Black?
__Sim senhor Black, vamos, nossa família nos aguarda!
Não como ainda me surpreendo com Alice, a festa estava simplesmente incrível, tudo extremamente organizado, e devidamente arrumado, uma decoração natalina cobria toda a sala, se eu não soubesse que o Natal já tinha passado, podia jurar que hoje realmente era Natal, e pra nós, era.
Jéssica correu ao meu encontro, juntamente com minhas primas, elas estavam lindas, seus vestidos longos e brilhosos, saltos altos, cabelos bem ajeitados, maquiagem leve, com certeza Alice vestiu a maioria dos convidados, Josh não cansava de tirar fotos e filmar o tempo todo. Foi tão bom ver minha tia Raquel sorrido, e ainda melhor quando vi ela e meu tio dançando tranquilamente, eles simplesmente eram um casal lindo.
Bem e eu falamos com todos os convidados, e confesso que me assustei com o cheiro de alguns deles, pois infelizmente algumas pessoas exalam um cheiro tão bom, que você tem que literalmente se segurar para não pular em cima e sugar todo o sangue, mas graças a ajuda de Bem, me saí muito bem.
A meia noite teve a contagem regressiva e brindamos, cumprimentamos as pessoas e trocamos os presentes, e foram muitos. Alice caprichou e cada um ganhou pelo menos dois presentes. Simplesmente amei o meu, um carro novinho, vermelho, uma BMW, eu adorei!! Minha tia Raquel me deu uma foto que ela mandou fazer de minha mãe, quando estava grávida de mim, me emocionei, chorei mesmo, mas de felicidade, apesar da dor da perda e da saudade, minha mãe sempre estaria comigo, bem guardada em meu coração.
Já eram altas horas da madrugada quando os Cullens foram caçar para comemorar o Natal, os humanos e lobos ficaram na casa, Benjamim e eu fomos saímos em meu carro, ele me levou até um parque a alguns quilômetros de casa, sentamos a beira do lago e ficamos admirando as estrelas, um silêncio gostoso, cada um preso em seus pensamentos, então falei:
__O que vai ser agora?
__Como assim?
__Bem, eu perdi um mês de aula, acha que dá pra recuperar?
__Claro que sim, mas, você quer?
__Eu tenho escolhas?
__Sim, meu avô nos convidou para morar com eles por um tempo, pra ajudar você a se controlar e ver como seu organismo funciona, ele acha que ter você perto de Carlisle pode ser mais seguro, pois qualquer coisa ele te ajuda. E acredito que você iria achar legal morar com eles.
Eu sorri, perdida em minhas lembranças, ele notou e disse:
__Que foi? O que é tão engraçado?
__A vida. Eu nasci humana, fui criada por humanos, depois virei loba, e fiquei em uma família de lobos e agora tenho parte de mim vampira e vou morar com uma família de vampiros, é tanta coisa, as vezes acho que vou pirar, mas daí, quando vejo você ao meu lado eu sei que estou exatamente onde deveria estar. Eu te amo tanto!!!
__Eu também te amo Juh, então você aceita morar com os Cullens?
__Sim, vou onde você for.
__Ótimo, vamos voltar e dar a noticia, Alice vai ficar radiante e meu avô também.
__É, mas sua mãe vai ficar triste e seu pai...
__Não se preocupe, eles vão entender, alguns nem tanto, mas eles vão entender. Vamos?
__Sim!
Então nos fomos dar a noticia a todos, e eu fui me preparando para mais essa mudança em minha vida, não sei dizer ao certo o que me espera, mas uma coisa eu tinha certeza, se estivesse com Benjamim, eu estaria bem!!






Nota : Este é o fim da Primeira temporada e em nome do Blog . Agradeso a todas que comentaram e Também a Vivi que gentilmente cedeu a oportunidade de post a primeira temporada aqui . 
Obrigada Vivi ! 



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Não Existem Barreiras Para Amar


Eu fiquei chocada, simplesmente paralisei, isso explicava as coisas, mas ao mesmo tempo não fazia nenhum sentido, lobos morrem quando são expostos a veneno de vampiro, todos sabem disso, como alguém, conseguiria sobreviver a isso, como alguém agüentaria passar por isso, sem morrer. Mas por outro lado era a resposta mais coerente para minha pergunta, claro, era sangue, eu precisava de sangue, eu necessitava de sangue, e não te-lo me deixava furiosa, raivosa até, quase descontrolada, então Edward se manifestou mais uma vez.
__Temos que levá-la para caçar, antes que ela faça alguma besteira e se sinta culpada por toda eternidade.

Uma sensação de paz pairou no ambiente, eu sabia que era Jasper e fiquei muito grata por isso, mas achei melhor não falar nada, não queria conversar, eu não estava raciocinando direito e não faria isso enquanto eu não me alimentasse, Edward tinha razão, eu precisava caçar, e logo.
Atendendo ao que disse o avô, Benjamim me puxou pelo braço e começou uma corrida, fomos seguidos pelos outros, caso eu me descontrolasse, mas não me importei com isso, pois logo chegamos ao meio da floresta e senti alguns cervos ao sul, o que me fez correr e matá-lo sem piedade, eu bebe três deles e me senti satisfeita, nem me dei conta de como, mas os animais estavam mortos e secos, eu simplesmente agi, sem me preocupar com o que tinha que fazer.
__Definitivamente você é igual a Benjamin, seus instintos, sua habilidade de caça, posso dizer que são idênticos. Aqueles vampiros fizeram um bom trabalho com vocês, pena que nem todos sobreviveram, você teve sorte. – Disse Jasper pensativo e analítico como um soldado que era.

Automaticamente me dei conta de suas palavras, como assim, eu tive sorte? Outros? Fizeram essa “experiência” com outros lobos? Quem eram eles? Meu Deus, meus amigos, minha família?
__Calma Jully, disse Edward, respondendo a meus pensamentos, foram mais três lobos, eles não eram próximos a você, dois deles se transformaram quando os Volture nos atacaram e outro a pouco tempo, você foi a única que sobreviveu, talvez por ser fêmea, seus hormônios são diferente, seu organismos se adaptou ao veneno, mesmo travando uma longa batalha para isso, seus genes “casaram” com os de vampiro, já os machos não, seu organismo apenas tentou lutar em expulsar o veneno, mas eles não conseguiram.
__Por Deus, o que esses vampiros querem com isso, nenhum lobo está seguro agora!
Meu olhos lacrimejaram automaticamente, eu sentia muita dor, dor por mim e pelos meus irmãos, pois mesmo sem conhecê-los eu sei o que eles passaram, e sei que todos que amo podem correr riscos. Chorei compulsivamente, e fui amparada por Benjamim, ele passava as mãos nas minhas costas e dizia que tudo ia ficar bem, e finalmente ele me acalmou. Depois de alguns minutos voltamos pra casa, eu ouvia a movimentação lá dentro, os corações batendo e a adrenalina correndo nas veias deles, com medo e expectativa, então parei a alguns metros da casa e disse:
__Por favor, se eu não conseguir me controlar, me segurem!
Então Esme veio até mim, com seu jeito maternal, me abraçou e disse:
__Nós confiamos em você queria, não os veja como alimento, os veja como as pessoas que você ama, e jamais sentirá vontade de atacá-los, ou pelo menos conseguirá se controlar perto deles.

Olhei pra Esme agradecida e depois voltei meus olhos a Benjamim, perguntei:
__Era assim que você se sentia perto de mim?
__Sim, só que mais forte.
__Como você conseguiu?
__Eu te amo! Jamais te mataria!
__Eu ainda sou apelativa pra você?
__Não, não mais! Confesso que isso é um alivio!
__Você acha que eu consigo?
__Sim, com certeza você consegue, estaremos com você, não se esqueça disso.
Então retomamos a caminhada e entramos na casa, encontrando todos preocupados e felizes por me ver. Um a um eles vieram e me abraçaram, em nenhum momento demonstraram medo ou nojo de mim, me trataram com o mesmo carinho de sempre, fiz o que Esme falou e deu certo, eu os amava e jamais os machucaria, então eu os abracei controlando minha força e sentindo muita felicidade em meu coração. Mas o que me surpreendeu foi ver Jéssica com Josh, eles estavam sorrindo, abraçados e pareciam juntos, falei:
__Então, vocês podem me explicar o que foi que perdi? – Falei olhando para os dois e minha amiga ficou vermelha, Josh sorriu e disse:
__Ela é meu impriting!

Eu não acreditei, e sorri feito uma boba, meu amigo tinha encontrado sua alma gêmea, e ela era minha amiga, isso não poderia ser mais perfeito, falei:
__Como isso aconteceu, me contem tudo!

Então todos sentaram em minha volta na grande sala, minhas tias e Esme foram pra cozinha preparar comida, mesmo sendo de madrugada, e os outros se acomodaram nos sofás e tapetes, Jéssica falou:
__Bom, quando saí da escola e vi Benjamim rosnando feito louco atrás de você eu fiquei com medo, nunca o tinha visto assim tão transtornado, eu sabia que tinha algo errado com ele então liguei pro Jacob. Então Benjamim sumiu, ele correu tão rápido que não vi nem pra onde ele foi. Logo ouvi um uivo na floresta que parecia ser de dor, mas ainda assim não tinha associado as coisas. Quando Jacob e Nessie eu falei o que tinha visto e eles foram direto para floresta, eu os segui, eles estavam tão preocupados que nem me notaram, então eu vi quando Jacob começou a tirar a roupa, eu achei estranho, pois nevava e estava super frio, quando vi que ele realmente ia ficar nu, eu fechei os olhos, ouvi um som diferente e quando abri novamente havia um lobo enorme no lugar dele e Nessie disse: -Vá Jake, ache o nosso menino, traga ele de volta. – Então o grande lobo me viu e gesticulou pra ela, Nessie me olhou e disse que cuidaria de mim, eu fiquei com medo, mas ela foi muito legal. Me trouxe pra casa e me contou tudo, sobre os lobos, me disse que era segredo e pediu pra que eu ficasse com ela, pois não queria ficar sozinha. Nós esperamos por dois dias, mas como Jacob e Benjamim não te acharam no Canadá eles pediram ajuda para o pessoal de La Push, Josh chegou aqui no com sua tia e seus primos, todos estavam preocupados, então quando nos vimos, aconteceu. O Impriting, foi tão forte e tão legal que foi irresistível. Eu sabia que ele era um lobo, e o aceitei do jeito que ele é.
__Nossa amiga, você foi muito corajosa, não é algo que se aceite assim tão fácil, praalguns lobos é difícil se aceitar, ima Gina pra quem ta de fora.
__Eu o amo Jully, não há o que resistir!
__Eu fico tão feliz por vocês, sério muito mesmo.
__Eu sei Juh, você me disse aquele dia na praia, que eu ia encontrar minha alma gêmea, você estava certa o tempo todo. – Me disse Joshua.
__Sim eu estava, e agora meus amigos estão juntos e felizes!!!

Depois disso minha tia chamou os que comem e nos sentamos a mesa, descobri que Leah e Embry foram pra La Push ajudar a vigiar tribo, hoje era quinta feira, ou melhor sexta, já que era de madrugada já, eu tinha perdido o Natal, o ano novo e ninguém da minha família comemorou nada por eu estar desaparecida, meu ano escolar estava visivelmente prejudicado e pra falar a verdade eu não tinha a menor vontade de voltar para a escola, mas não sei se meus tios concordariam com isso.
Alice disse que no final de semana faria uma festa de natal atrasada, pois ela tinha muitos presentes guardados e fazia questão de dar, como sempre ela não perdia a oportunidade de fazer isso.

As horas passaram e todos que dormiam foram se recolhendo, eu não sentia sono, nem me sentia cansada, mas queria ir para o quarto, queria um tempo só com Benjamim então falei:
__Amor, vamos subir, eu quero tomar um banho e quero conversar com você.
__Ju, espero que não se importe, mas seus primos estão no seu quarto. – Disse tia Nessie pra mim.
__Ok, só quero pegar uma roupa, eu fico no de Benjamim.

Ele me olhou e não disse nada, eu costumava dormir no quarto dele as vezes, então não era nenhuma novidade. Fui para meu quarto e peguei uma roupa, meus primos dormiam no chão e minhas primas em minha cama, era bom vê-los novamente, era bom ter uma família grande e unida. Peguei um pijama e uma langerri e me dirigi ao quarto de benjamim, meus tios estavam lá em baixo com os Cullens e tia Raquel e Jéssica estavam no quarto de hospedes, Joshua e meu tio Paul estavam na ronda, entrei no quarto de Benjamim e ouvi o barulho do chuveiro, respirei fundo e senti o cheiro do champu dele que tanto amo, tomei coragem e fui até o banheiro e abri a porta, ele estava de costas, completamente nu, me olhando serio, não desviei de seus olhos em nenhum momento, mesmo a tentação sendo grande, falei:
-Quer ajuda?



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Não Existem Barreiras Para Amar



Jully

Acordei me sentindo extremamente bem, as dores finalmente passaram, porém a queimação em minha garganta se fazia constante, era como brasa quente ou algo assim. Eu podia ouvir todos os sons, ainda mais que antes, sendo loba meus sentidos e instintos já eram aguçados, porém agora era muito pior, era muito mais forte e eu sabia, eu sentia, nunca mais eu seria a mesma.
Era tarde da noite e todos que estavam na casa dormiam, eu podia ouvir seus corações batendo, o sangue correndo em suas veias, minha boca se encheu de saliva, rapidamente corri em direção ao magnífico cheiro, mas paralisei ao contatar de quem se tratava. Tia Raquel estava deitada, ao lado de minha amiga Jéssica, as duas dormiam abraçadas e com lágrimas nos olhos, elas estavam com uma aparência abatida e muito, muito cansada. O que será que Jéssica fazia aqui, ou melhor, onde é aqui?
Olhei em volta e reconheci a casa, é a casa de meu tio Jacob, mas onde ele está? Minha tia? E Benjamim? Onde será que estão todos, por que ninguém veio me checar e que droga, por que minha garganta arde tanto e eu sinto essa vontade louca de pular em cima delas? Definitivamente tem algo errado comigo, algo muito errado, pois nunca em minha vida senti vontade de matar um ser humano, e agora isso não me parece tão ruim, pelo contrário, me parece natural até, meu Deus, eu virei um monstro.
Antes que fizesse alguma besteira saí correndo, pulei a grande janela e entrei na floresta escura, que pra mim parecia clara como a luz do sol, eu não me transformei em loba, na verdade, nem senti vontade disso, mas estava tão rápida que parecia estar transformada, eu estava tão confusa, tão furiosa. Sim furiosa comigo mesma, como eu podia ter cogitado a idéia de matar minha tia ou minha amiga? Como eu pude se quer pensar nessa possibilidade?
Parei em cima de uma montanha que estava coberta de neve, era muito alto e muito frio, distante o suficiente para que eu não caísse em tentação e não matasse ninguém que amo, pois não me perdoaria se o fizesse. Eu podia ver a casa de onde estava, mesmo com a nevo de cima da montanha eu via tudo, tentei colocar meus pensamento no lugar, para poder voltar e entender o que eu era, pois apesar de me sentir exatamente igual, eu me sentia completamente diferente.
Vi a movimentação em baixo da montanha, vi os Cullens se aproximando, eles deveriam estar vindo de uma viagem de caça, não me movi, eu sabia que sentiram meu cheiro e seguiriam meu rastro, ou Edward leria meus pensamentos e me encontraria, eu não podia ir até eles, era perto da casa e eu não queria matar ninguém, eu sabia que além de minha tia e Jéssica, meus primos dormiam no andar superior e meu tio estava em algum lugar nos fundos, talvez fazendo ronda, Paul e Jacob não notaram minha saída, fui rápida e silenciosa, apesar do pânico que me assolou eu fui muito rápida.
Então eles pararam, Esme como boa farejadora sentiu meu cheiro primeiro e veio em minha direção, sendo seguida pelos outros, Renesmee e Benjamim vinham junto, ele estava visivelmente ansioso e frustrado, seu olhar transmitia medo, de onde estava eu via cada uma de suas feições, até que eles desapareceram entre as árvores, para surgirem do meio delas, alguns segundos depois.
Não me mexi, permaneci onde estava meu cérebro estava ciente de que haviam dois corações batendo muito rápido e muito próximos, eu não podia correr o risco de atacá-los, não por mim, mas por eles, eu os amava e não podia machucá-los em hipótese alguma. Era questão de honrra pra mim, Benjamim lutava diariamente para não machucar ninguém, eu faria o mesmo, não podia decepcioná-lo, eu seria forte. Lentamente levantei a cabeça e encarei aqueles olhos que eu tanto amo, vi neles tanto amor, tanto carinho e uma devoção, como se ele me visse pela primeira vez, então sem pensar, eu instintivamente me joguei em seus braços quente e macios,feitos especialmente pra mim, meu porto seguro, meu chão, meu céu meu ar, o segurei com tanta força que poderia te-lo partido ao meio se fosse humano, ele automaticamente retribuiu meu abraço e permaneceu me agarrando por algum tempo, de olhos fechados, sentindo apenas seu cheiro, afastei completamente a idéia de que seu sangue pulsava e eu estava sedenta. Me concentrei nele, em nós dois, em tudo que ele representa pra mim e ´ra minha vida, então com a voz abafada pelo seu ombro falei:
-Eu te amo, senti saudades!!!
Ele me apertou ainda mais em seu corpo, tanto que cheguei a sentir um pouco de falta de ar, mas não reclamei, me acomodei simplesmente, então ele disse:
-Nunca mais, nunca mais você vai sair de perto de mim! – Então ele me afastou e olhou nos meus olhos, ele parecia bem mais velho e muito cansado, disse:
-Você não tem idéia o inferno que foi sair da escola e não te encontrar, te procurar por dias e dias sem ter noticia, não ter forças nem vontade de fazer nada, só pensando que o pior podia ter acontecido, e depois quando te encontramos e você ficou inconsciente, por Deus Jully, eu pensei que jamais acordaria, foi um pesadelo, por favor, eu te imploro, não faça mais isso comigo!!
-Me desculpe, mas sinceramente, eu não faço idéia do que aconteceu.
Então Carlisle se pronunciou pela primeira vez:
-Do que você lembra minha querida?
Eu forcei minha cabeça a pensar no que lembrava, eram coisas desconexas, desorganizadas, muitas sem sentido, então Edward falou:
-Jully, verbalize seus pensamentos, eles vão entender.
-Ok, quando saí da escola, lembro de ter levando uma pancada forte na cabeça e ter sentido um cheiro muito doce, depois uma queimação terrível, por Deus, eu achei que meu corpo estava derretendo.
-O que mais? – por favor, querida, nos conte tudo.
-Sim Carlisle, deixe-me pensar.
Eu tentei me soltar de Benjamim, mas ele não deixou, me prendeu em seus braços como se estivesse com medo de que fosse sumir novamente, apesar de entender que ele tinha medo, me senti irritada por isso, eu teria que controlar mais meu gênio, eu estava mais irritada do que nunca, então suspirei e recomecei meu relato.
-Eu me senti queimar por alguns dias, não sei precisar quantos, ele injetavam logo em mim diariamente, era em pouca quantidade, mas a dor era forte, por vezes achei que fosse morrer. Depois de algum tempo, eu notei que alguma coisa estava diferente em mim, meus sentidos estavam ficando mais aguçados e eu me sentia ainda mais forte, porém não conseguia me transformar em loba, aliás, não me transformei mais.
È verdade, não me lembro de ter me transformado em loba desde que essas coisas aconteceram, era como se minha loba estivesse calmamente dormindo dentro de mim, ela nem reclamava mais a vontade de sair, como muitas vezes acontecia e eu tinha que me controlar pra não me transformar, agora essa parte de mim, parecia mais calma, menor.
-Depois de algum tempo, me dei conta de que eram vampiros que vinham me ver e eram eles quem injetava o líquido em mim, um dia acordei sozinha no casebre, mas podia ouvi-los à distância, então os ataquei e os matei, coloquei fogo na casa e fugi.
Então olhei para os Cullens e falei:
-Eu os encontrei depois disso mas não lembro de mais nada, só acordei agora a pouco com uma ardência muito forte na garganta e me sentindo muito estranha.
-Fale, o que você sentiu?
-Carslaile, por Deus, tem alguma coisa errada comigo, muito errada!
-Por que? Fale tudo, assim poderemos ajudar.
-Eu vi minha tia e Jéssica dormindo na sala, quando levantei eu fui até elas, eu as segui pelo cheiro.
-Isso não é novidade pra você, Jully quando você se transformou em loba seus sentidos mudaram junto, é normal você sentir o cheiro das pessoas.
-Carlisle, você não está entendendo o que Jully quer dizer, acho que suas suspeitas foram confirmadas, você estava certo em sua teoria. – Falou Edward me olhando com expressão de pesar, perguntei:
-Do que você está falando Edward?
Todos ficaram em silêncio então Benjamim pegou meu rosto em suas mãos e disse:
-Você precisa ficar calma ok? O que vou te falar pode ser meio confuso, uma loucura até, mas é a verdade.
-Você está me assustando Bem, fala logo.
-Ju, amor, você foi vitima de uma experiência, que graças a Deus não levou a sua vida, mas deixou conseqüências, digamos, permanentes.
-Que conseqüências e que experiência foi essa?
-O que você recebeu foi veneno de vampiro, você recebeu poucas quantidades diariamente, mas essa insistência fez com que seu corpo parasse d lutar e então para sobreviver seu corpo se aliou ao veneno.
-Como assim, meu corpo se aliou ao veneno?
-Você se transformou, amor seu corpo mudou, você mudou?
-Por deus homem, fala logo, em que me transformei?
Vi ele olhar para Carlisle, e ele assentiu com a cabeça, então ele me olhou novamente e falou:
-Você se tornou igual a mim, você não é mais uma simples loba, você é uma hibrida. E o que você está sentindo agora é sede, assim como eu, você agora precisa de sangue para sobreviver.
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Não Existem Barreiras Para Amar


Escuridão, era isso que eu via, era isso que eu sentia, mais uma vez perdi a noção do tempo e espaço, não sabia onde estava e principalmente como eu retornaria a minha vida, aliás, como era minha vida? Minha cabeça era um turbilhão de emoções e ao mesmo tempo um vazio escuro e assustador, eu me vi fraca, destruída, inerte. Eu sabia que tinha que reagir, em meu coração eu tinha total certeza de que havia alguém me esperando, mas quem?
Novamente eu sentia as labaredas passarem por meu corpo, e mais uma vez a dor da queimação foi intensa, por Deus, eu não pararia mais de queimar? As últimas lembranças que tinha eram de mim queimando, intensamente, então alguma coisa mudou, apesar de ainda me sentir perdida e totalmente inerte eu senti um cheiro adocicado e amadeirado, muito, mas muito familiar, mas que cheiro era esse? De onde eu Conhecia?
Após algum tempo que me pareceram horas, minha mente começou a ficar mais clara, mesmo ainda não conseguindo abrir os olhos, eu sabia que meu corpo finalmente estava reagindo, eu estava diferente, mas ainda assim me sentia a mesma, então, em um momento genuíno de consciência que durou poucos segundos eu lembrei, eu sabia de quem era aquele cheiro e e forcei imensamente a pronunciar aquilo que meu coração queria dizer:
__Benjamim, onde você está eu preciso de você!
Eu senti que ele se mexeu ao meu lado, sua voz era baixa e próxima ao meu ouvido, mas apensa esse movimento fez meu coração disparar e meu corpo reagir pela primeira vez pelo que acredito terem sido dias, ele disse também sussurrando, mas com tanta tristeza que partiu meu coração:
__Estou aqui meu bem, esperando você, por favor volte pra mim!
Pude sentir que ele chorava, e sim, eu queria voltar pra ele, eu precisava voltar, eu queria abrir meus olhos, mas simplesmente não conseguia, eles pesavam muito e me causava uma grande dor, então sussurrei novamente:
__Estou com medo, eu não acho o caminho, ainda estou queimando, dói tanto!
Então eu ouvi uma voz, que me era familiar, ele disse calma e pausadamente:
__Jully, abra os olhos.
Fiquei quieta, simplesmente não sabia como fazê-lo, meu corpo não reagia ao meu comando, será que eu ficaria cega? Eu será que meu medo era tão grande que estava me impedindo, mas uma vez o homem disse:
__Você não quer ver Benjamim? Não quer olhar o rosto dele?
__Sim. – eu murmurei, mas ainda sentia dor no corpo e medo do que eu poderia ver, e se eu estivesse toda queimada, pois aquele fogo não era normal, e se eu estivesse com marcar, meu corpo, meu rosto, mesmo a queimação tendo diminuído, ainda doía, o que eu faria? Será que ele me aceitaria com cicatrizes? Então outra voz falou:
__Você não está do jeito que pensa, o que sente é interno, mas por fora não existem mascar ou cicatrizes.
Seria possível isso ser verdade? Então eu lembrei que já tinha sentido o fogo antes e quando acordei estava inteira, talvez acontecesse novamente, e eu queria, eu precisava ver Benjamim, ter certeza de que ele era real e não um sonho, então em um grande esforço eu abri meus olhos e encontrei os dele, cheios de medo, e muito amor, Benjamim era mais lindo do que eu me lembrava, e foi como se acontecesse novamente, meu coração disparou e meu corpo reclamou por isso, a dor ficou mais intensa, mas eu não me importei, minha loba o reclamava pra mim novamente e então eu tive certeza, novamente nós tivemos um impriting, porém agora pra mim, mais forte e muito mais intenso que antes, eu o amava com todas as minhas forças e sabia que seria correspondida. Então ele me agarrou tão rápido que não pude evitar um gemido de dor, mas mesmo assim eu estava feliz em seus braços.

Benjamim

Ver aqueles olhos abertos novamente depois de tanto tempo me deixou tão feliz que num ato impensado eu me esqueci das dores que Jully sentia a abracei. Eu ouvi seu ganido de dor, mas não consegui largá-la, seu coração batia descompassadamente e ele estava me olhando tão fixamente que o meu correspondeu com a mesma intensidade. Meu avô colocou sua mão fria em meu ombro e me trouxe de volta a realidade, eu deveria largá-la, para que ela não sofresse mais, porém eu simplesmente não conseguia, então ele falou:
__Solte-a Benjamim, ela está sentindo dor, você não quer que ela sofra não é?
Diante daquele argumento eu não tive como não solta-la, mas pra minha maior felicidade ela continuou com os olhos aberto e me fitava intensamente, então meu biso começou a falar, foi um dialogo simples, mas ela se esforçava muito para responder ao que ele perguntava, então ele começou:
__Jully, como se sente?
__Cansada, muito cansada.
__Você ainda sente a queimação? Onde exatamente?
__Meu corpo ainda queima um pouco, principalmente abdômen e peito, minha garganta queima, dói.
Eu paralisei, Jully estaria com sede? Será que ela teve a genética alterada por conta do veneno que fora injetado gradualmente no corpo dela por dias e dias? Eu fiquei com medo de perguntar e nem precisei, meu avô olhou e assistiu com a cabeça, Jully estava diferente, como se fosse possível, ela estava mais pálido e ainda mais bonito, o corpo com mais curvas acentuadas e o cabelo com um brilho muito maior do que já tinha. Meu biso continuou fazendo perguntas e mais perguntas e ela respondendo aos poucos na medida do possível, então ele disse que ela ainda precisava desossar e que deveríamos deixá-la quieta. Novamente ela fechou os olhos e caiu na inconsciência, ela parecia exausta, então meu biso nos chamou para uma reunião ao lado de fora da casa, ele não queria que Jully nos escutasse então fomos todos e meu Vô ficou de olho no que ela pensava, e no momento, ela não pensava em nada, estava novamente inconsciente.
__Então Carlisle, o que está acontecendo com minha sobrinha? Não me esconda nada, por favor, eu preciso saber.
Todos estavam em silêncio ouvindo o que Raquel perguntava, ansiosos por uma resposta de meu biso, então ele passou a mão pelos cabelos e parecia cansado, como se finalmente mostrasse a idade que realmente tem, ele disse:
__Jully está se transformando.
__Em quê? – Mais uma vez Raquel foi mais rápida e perguntou.
__Bem, como todos sabemos pelo que pudemos verificar, ela recebeu uma dose diária de veneno de vampiro durante vários dias, por ter sido aplicado em doses mínimas, o veneno não a matou, mas sim possibilitou seu metabolismo acelerado de tentar se curar, e foi o que aconteceu com ela, os genes de lobos e vampiros não se misturam assim, de uma hora para outra, e por algum tempo os genes de lobo foram cedendo, devido a insistência da aplicação de veneno, por isso quando acordou da primeira vez, ela mais parecia uma vampira do que uma loba, pois naquele momento, a quantidade de veneno em seu organismo era relativamente grande, deixando esse lado mais aflorado, contudo, quando ela lutou com os vampiros, o corpo dela reagiu, produzindo adrenalina, seu coração passou a trabalhar muito mais rápido fazendo com que sua parte lobo reagisse, quando isso aconteceu, ela passou mal, pois lobo e vampiro travaram uma guerra dentro dela, e com isso a deixaram inconsciente.
Ele deu um tempo para que todo pudesse digerir o que nos foi dito, então continuou:
__Pelo que vejo e pelo que ela me disse, durante esses quatro dias de inconsciência o corpo dela vem lutando para se manter vivo, ambos os lados são fortes, mas assim como com Benjamim, o corpo de Jully encontrou um jeito de sobreviver a isso, o instinto de sobrevivência falou mais alto e logo ela acordara transformada.
__Em que doutor, em que ela irá se transformar?Ela vai ter necessidade de beber sangue? - Perguntou Raquel.
__Em uma híbrida, sim, provavelmente ela terá necessidade de beber sangue, assim como Benjamim.
Todos ofegaram, e eu não me controlei e perguntei:
__Como assim uma hibrida?
__Benjamim, meu caro ela será igual você, em todos os sentidos.

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Não Existem Barreiras Para Amar


Surpreendentemente as coisas estavam diferentes, as cores mais fortes e mais intensas, os cheiros mais ativos e a temperatura era quase que indiferente, como se meu corpo tivesse totalmente envolto ao ambiente e ao mesmo tempo totalmente alheio a ele, eu sentia cada parte do meu corpo reagindo involuntariamente, em poucos segundo eu analisei tudo em minha volta, cada traço da madeira de que a casa era feita, cada móvel, cada partícula de poeira, tudo ao mesmo tempo, os sons da floresta lá fora eram mais intensos, eu ouvia tudo, eu ouvia eles! Meu corpo se ouriçou todo, e foi como se meus sentidos de lobo tivessem sido multiplicados por mil e então eu me sentia mais forte, mais imponente e mais, muito mais letal.
Eu sabia exatamente o que deveria fazer, e eu faria, nem que fosse a última coisa da minha vida, eu sabia que nenhum deles poderia acabar comigo, porém não sabia se algum deles tinham poderes, mas eu arriscaria, então eu esperei. Pensei em me transformar em loba, mas simplesmente não consegui. Olhei minhas mãos e me assustei, eu estava consideravelmente mais pálida e minha pele parecia tão forte e tão firme quanto a de Benjamim. Oh meu Deus! Benjamim!! Aos poucos tudo veio em minha cabeça, a cena dele na escola, eu esperando no estacionamento, a dor, os cheiros, como será que ele estava? Eu pensaria nisso mais tarde, por hora eu deveria me livrar desses que me sequestraram e tentar descobrir o que eles fizeram comigo.
Eu sabia que eles estavam próximos então me posicionei de um jeito que eles não me veriam, eu usaria a surpresa em meu favor e obviamente teria que ser o mais rápida possível, pois eram dois vampiros e eles não hesitariam em me matar, então aconteceu muito rápido e letal, no momento em que eles entraram e viram que eu não estava onde me deixaram eles varreram a peça com os olhos e eu reagi, como se estivesse em câmera lenta, eu simplesmente nem dei tempo para eles se manifestarem, em segundos os dois vampiros estavam sem suas cabeças, caídos no chão com o corpo se retorcendo, eu me senti tão bem e tão forte em matá-los que tive vontade de correr pelo mundo, caçando vampiros, só pela sensação de poder que tinha em minhas mãos, eu me sentia poderosa!!
Instintivamente coloquei fogo na casa com os dois ainda dentro e corri pela floresta densa e quente, não fazia ideia de onde estava, mas com certeza não era no hemisfério norte, pelo menos não próximo ao Canadá, pois lá era inverno ainda e esse calor não era compatível. Enquanto corria comecei a pensar no que me aconteceu: fui sequestrada e literalmente me senti queimar por muitos dias, perdi a conta de quantos, mas sei que foram mais de dez dias, e então quando acordo, me sinto forte e invencível. O que será que aqueles vampiros fizeram comigo? Talvez o Bisavô de Benjamim pudesse me ajudar, pois ele é médico e então, parei. Não me pergunte como, mas eu sabia, eu não estava sozinha, e o que me rodeava não era humano, com certeza eram vampiros, uns quatro ou cinco, farejei, pude sentir exatamente de onde vinham me posicionei e fiquei aguardando, então eles surgiram do meio da floresta, minha mente trabalhava a mil, eu sabia que conhecia aqueles vampiros, eu já os tinha visto de algum lugar, mas ao mesmo tempo era tudo tão confuso e tão perturbador que meu cérebro não processava as informações direito.
Fiquei totalmente tensa e comecei a pensar em todas as chances que eu teria de matar aqueles vampiros, obviamente eles estavam em vantagem, pois eram muitos, mas eu não me deixaria vencer tão cedo, definitivamente eu daria trabalho a eles antes que me matassem, porém surpreendentemente um deles falou comigo, e eu tive certeza que já tinha ouvido aquela voz antes:
__ Se acalme Jully, somos nós os Cullens, o que fizeram com você?
Eu sabia que já tinha ouvido aquele nome em algum lugar, procurei por minhas memórias, mas não achava nada, era tudo muito nublado, tudo muito embaçado, eu não sabia como, ou onde, mas eu definitivamente já tinha ouvido aquela voz de sinos, então falei pela primeira vez desde que acordei, e confesso, minha voz melosa me assustou:
__Cullens, eu conheço vocês?
Eles me olharam intrigados, totalmente apavorados, totalmente transtornados, nem sabia que vampiros tinham esse tipo de sentimento então, uma vampira baixinha me disse:
__Sim Jully, somos da família de Benjamim, você lembra-se dele?
Então algumas lembranças vieram, com certeza eu lembrava de Benjamim, mas também estava lembrando deles, eu já havia falado com eles antes, na casa de Bem, claro como eu pude esquecer aquilo, eu estava confusa e frustrada ao mesmo tempo totalmente em alerta e cheia de energia, eram dois extremos, duas coisas totalmente diferentes acontecendo, como se uma guerra se formasse dentro de mim e eu simplesmente não sabia quem venceria, pois as coisas estavam ficando feias. Senti algo quente escorrendo em meu nariz e ao levar a mão percebi que era sangue, fiquei tonta e senti mãos frias me agarrarem, fui amparada por um vampiro loiro muito bonito, que tinha tanto amor em seu olhar que me parecia um Deus grego, então apaguei.

ooOOoo


“Os dias e noites não tinham mais sentido, era como se fossem a mesma coisa, ou seja, nada. Jully simplesmente não reagia, ela não gritava, não chorava não se debatia, simplesmente estava imóvel, inconsciente e totalmente fragilizada. Nesse momento ela estava deitada na sala dos Cullens há quatro dias e cinco noites, toda família estava na volta dela e Benjamim estava desolado. Desde que ela tinha sido sequestrada haviam se passado vinte dias, não houve se quer um momento em que eles pararam de procurar, nem comemoraram natal ou ano novo, eles ficaram totalmente focados em encontrá-la inclusive a matilha de La Push e alguns vampiros que eram considerados amigos dos Cullens. E fui numa dessas buscas que Garret, que agora vivia com os Denali encontrou o rastro dos vampiros e assim que se deu conta que tinha cheiro de lobo misturado ele os avisou, estava em uma ilha no caribe, longe da civilização e totalmente isolados, encontraram a casa queimando e seguiram Jully pelo rastro, imediatamente Carslaile se deu conta de que havia algo errado, então se apressaram e quando a viram tiveram total certeza de que ela fora vítima de alguma experiência bizarra, que envolvia veneno de vampiro, e o que mais assustava é que todos sabiam que era fatal aos transmorfos, por isso agora, ela poderia ser considerada em coma, seu corpo lutava constantemente para sobreviver, mas ainda tinha muitos traços de veneno em seu sangue e as esperanças de todos estavam se esvaindo, deixando Benjamim em estado lastimável e seus pais totalmente apavorados. Assim como Raquel e todos os lobos que sentiam a dor através da ligação da matilha, a dor tomou conta de todos e quando não havia mais nenhuma esperança Jully falou pela primeira vez, mesmo não abrindo os olhos ela falou em um sussurro baixo, mas que fora ouvido por todos os lobos e vampiros presentes, ela disse:
__Benjamim, onde você está eu preciso de você!”


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